Processing

Please wait...

PATENTSCOPE will be unavailable a few hours for maintenance reason on Tuesday 27.07.2021 at 12:00 PM CEST
Settings

Settings

Goto Application

1. BRPI0721892 - composição de vacina, inalador, célula, métodos para vacinar um animal contra uma infecção bacteriana, para preparar uma linhagem de célula de hibridoma, e para preparar uma vacina para um patógeno bacteriano, usos de uma composição, de soros humanos, e de um anticorpo humano, linhagem de célula de hibridoma, anticorpo, fragmento de ligação ativo, soro, processo para a produção de uma vacina, e, cultura de célula bacteriana

Note: Text based on automatic Optical Character Recognition processes. Please use the PDF version for legal matters

[ PT ]

"COMPOSIÇÃO DE VACINA, INALADOR, CÉLULA, MÉTODOS PARA VACINAR UM ANIMAL CONTRA UMA INFECÇÃO BACTERIANA, PARA PREPARAR UMA LINHAGEM DE CÉLULA DE fflBRIDOMA, E PARA PREPARAR UMA VACINA PARA UM PATÓGENO BACTERIANO, USOS DE UMA COMPOSIÇÃO, DE SOROS HUMANOS, E DE UM ANTICORPO HUMANO, LINHAGEM DE CÉLULA DE HIBRIDOMA, ANTICORPO, FRAGMENTO DE LIGAÇÃO ΑΤΓν , SORO, PROCESSO PARA A PRODUÇÃO DE UMA VACINA, E, CULTURA DE CÉLULA BACTERIANA"

A invenção diz respeito a uma vacina que é protetora contra espécies bacterianas patogênicas, tipicamente espécies estafilocócicas e incluindo métodos para preparar a dita vacina e para cultivar bactérias patogênicas.

As vacinas protegem contra uma ampla variedade de doenças infecciosas. Muitas vacinas são produzidas pelos patógenos inativados ou atenuados que são injetados em um paciente. O paciente imunizado responde pela produção de respostas tanto humorais (por exemplo anticorpo) quanto celulares (por exemplo células T citolíticas). Por exemplo, algumas vacinas contra a influenza são fabricadas pela inativação do vírus por tratamento químico com formaldeído, do mesmo modo a vacina contra a poliomielite Salk compreende vírus inteiro inativado com propionolactona. Para muitos patógenos a inativação química ou por calor embora possa dar origem a imunógenos de vacina que conferem imunidade protetora também dão origem aos efeitos colaterais tais como febre e reações no local da injeção. No caso de bactérias, os organismos inativados tendem a ser tão tóxicos que os efeitos colaterais têm limitado a aplicação de tais imunógenos de vacina bruta (por exemplo a vacina contra a coqueluche celular) e portanto o desenvolvimento de vacina tem atrasado em comparação com o desenvolvimento de medicamento. Isto é desastroso visto que os tratamentos com antibiótico

correntes são agora prejudicados pela emergência de bactérias resistentes a medicamento.

Um exemplo de um organismo patogênico que desenvolveu resistência aos antibióticos é Staphilococcus aureus. S. aureus é uma bactéria cujo habitat normal é o revestimento epitelial do nariz em cerca de 20 a 40 % das pessoas saudáveis normais e é também habitualmente encontrado na pele das pessoas usualmente sem causar dano. Entretanto, em certas circunstâncias, particularmente quando a pele é danificada, este patógeno pode causar infecção. Este é um problema particular em hospitais onde pacientes podem ter procedimentos cirúrgicos e/ou estar tomando medicamentos imunossupressivos. estes pacientes são muito mais vulneráveis à infecção com S. aureus por causa do tratamento que eles têm recebido. As cepas resistentes de S. aureus têm surgido em anos recentes. As cepas resistentes a meticilina são prevalecentes e muitas destas cepas resistentes são também resistentes aos vários outros antibióticos. Correntemente não existe nenhum procedimento de vacinação eficaz para S. aureus.

S. aureus é portanto um patógeno humano principal capaz de causar uma ampla faixa de doenças algumas das quais são doenças que ameaçam a vida incluindo septicemia, endocardite, artrite e choque tóxico. Esta capacidade é determinada pela versatilidade do organismo e seu arsenal de componentes envolvidos na virulência. No início da infecção, e conforme ela progride, as necessidades e ambiente do organismo muda e isto é espelhado por uma alteração correspondente nos determinantes de virulência que o S. aureus produz. No começo da infecção é importante para o patógeno aderir aos tecidos hospedeiros e assim um grande repertório de proteínas de ligação associadas com a superfície celular são fabricadas. Estas incluem proteínas de ligação de colágeno, fibrinogênio e fibronectina. O patógeno também tem a capacidade para evitar as defesas do hospedeiro pela produção de fatores que reduzem a fagocitose ou interferem com a capacidade das

células para serem reconhecidas pelos anticorpos circulantes. Frequentemente um foco de infecção se desenvolve como um abscesso e o número de organismos aumenta. S. aureus tem a capacidade para monitorar a sua própria densidade de célula pela produção de um número suficiente de peptídeo de percepção. O acúmulo do peptídeo, associado com mudanças fisiológicas realizadas pelo começo da inanição das células, evoca uma comutação na produção de determinante de virulência a partir das adesinas para componentes envolvidos na invasão e penetração de tecido. Estes incluem uma ampla faixa de hemolisinas, proteases e outras enzimas degradativas; (ver também, Manual of Clinicai Microbiology Quarta Edição. Editores Edwin H Lennette, Albert Balows, William J Hausler Jr, H Jean Shadomy; publicada pelo American Society for Microbiology 1985).

Nós divulgamos o desenvolvimento de uma vacina bacteriana integral inativada por clorofórmio usando um isolado clínico de S. aureus que é selecionados como sendo representativo de um espectro de cepas de S. aureus que foram testadas por vários critérios. A antigenicidade da vacina designada SA75 foi demonstrada pelo ensaio imunossorvente ligado a enzima (ELISA) e westera blotting com soro de coelho hiperimune e a vacina produziu uma resposta imune relacionada com a dose tanto em coelhos machos quanto fêmeas. Os dados preliminares de um teste clínico de Fase I duplo cego controlado por placebo da vacina em voluntários humanos do sexo masculino demonstraram que a vacina foi tanto segura quanto e imunogênica. Esta também reage cruzado com muitas outras bactérias patogênicas e portanto fornece uma vacina que é protetora para uma ampla faixa de patógenos bacterianos. Além disso nós descrevemos condições de cultura de célula que são substancialmente livres de produtos derivados de animal e o uso destas condições na produção de vacina.

De acordo com um aspecto da invenção é fornecida uma composição de vacina que compreende uma célula estafilocócica inativada em que a dita composição é preparada usando uma célula estafilocócica caracterizada em que a dita célula:

i) é um coco gram positivo;

ii) expressa pelo menos a enzima catalase;

iii) induz uma resposta imune que produz anticorpos que se ligam a pelo menos uma proteína de ligação de colágeno estafilocócico; e

iv) é resistente ao antibiótico penicilina.

A célula bacteriana estafilocócica é caracterizada por várias características biológicas e bioquímicas que incluem a expressão de genes selecionados (por exemplo, urease e arginina diidrolase); a sensibilidade aos vários antibióticos e incluindo a capacidade para metabolizar fontes de carboidrato, a redução de nitrato e metil carbinol.

Em uma forma de realização preferida da invenção a dita célula estafilocócicas também expressa as enzimas de coagulase e/ou Dnase.

Em uma outra forma de realização preferida da invenção a dita célula estafilocócica induz uma resposta imune que produz anticorpos que se ligam à proteína de ligação de colágeno.

Em uma outra forma de realização preferida da invenção as ditas células estafilocócicas inativadas induzem uma resposta imune que produz anticorpos que reagem cruzado com espécies estafilocócicas resistentes à meticilina, resistentes à vancomicina e resistente ao intermediário da vancomicina.

Em uma outra forma de realização preferida da invenção a dita célula estafilocócica é sensível aos antibióticos cloxacilina, eritromicina, tetraciclinas e gentamicina.

Em uma forma de realização preferida da invenção a dita célula estafilocócica é selecionada do grupo que consiste de: S. epidermidis, S. aureus, S. hominis, S. haemolyticus, S. wameri, S. capitis, S. saccharolyticus, S. auricularis, S. simulans, S. saprophyticus, S. xilosus, S. wameri, S. hyicus, S. caprae, S. gallinarum, S. intermedius, S. hominis.

Em uma outra forma de realização preferida da invenção a dita célula estafilocócica é S. aureus ou S. epidermidis.

Em uma outra forma de realização preferida da invenção a dita célula estafilocócica é uma célula estafilocócica resistente a antibiótico.

Em uma forma de realização preferida da invenção a dita célula estafilocócica de resistência a antibiótico é uma célula estafilocócica resistente a meticilina (MRSA).

Em uma forma de realização alternativa preferida da invenção a dita célula estafilocócica de resistência a antibiótico é uma célula estafilocócica resistente à vancomicina (VRSA).

Em uma outra forma de realização preferida da invenção a dita célula estafilocócica é uma célula de Staphilococcus aureus designada como P/DFO 75 (National Collection of Type Cultures (NCTC) depositada em 19 de Junho de 2007; número de acesso 13408; Depositada sob o Tratado de Budapest no Reconhecimento Internacional do Depósito de Microorganismos como corrigido em 1980).

Em uma forma de realização preferida da invenção a dita célula estafilocócica é fornecida em uma concentração de proteína de não mais do que cerca de 1 mg de proteína bacteriana/ml.

Em uma forma de realização preferida da invenção a dita célula estafilocócica é fornecida em uma concentração de proteína de não mais do que cerca de 0,45 mg de proteína bacteriana/ml.

Em uma outra forma de realização preferida da invenção a dita célula estafilocócica é fornecida em uma concentração de proteína de pelo menos 0,0001 mg de proteína bacteriana/ml.

Em uma outra forma de realização preferida da invenção a dita célula estafilocócica é fornecida em uma concentração de proteína de pelo menos 0,1 mg de proteína bacteriana/ml.

Em uma outra forma de realização preferida da invenção a dita célula estafilocócica é fornecida em uma concentração de proteína entre 0,0001 e 1 mg de proteína bacteriana/ml.

Em uma outra forma de realização preferida da invenção a dita célula estafilocócica é fornecida em uma concentração de proteína entre 0,1 e 0,45 mg de proteína bacteriana/ml.

Ainda em uma outra forma de realização preferida da invenção a dita célula estafilocócica é fornecida entre 0,25 e 0,36 mg de proteína bacteriana/ml.

Em uma outra forma de realização preferida da invenção a dita célula estafilocócica é fornecida a cerca de 0,35 mg de proteína bacteriana/ml.

Em uma forma de realização preferida da invenção a dita composição de vacina compreende um adjuvante e/ou excipiente.

Um adjuvante é uma substância ou procedimento que aumenta as respostas imunes específicas aos antígenos pela modulação da atividade de células imunes. Os exemplos de adjuvantes incluem, apenas por exemplo, anticorpos agonísticos para as moléculas co-estimulatórias, adjuvante de Freund, dipeptídeos de muramila, lipossomas. Um adjuvante é portanto um imunomodulador.

As composições de vacina da invenção podem ser administradas por qualquer via convencional, incluindo injeção, pulverização intranasal pela inalação por exemplo de um aerossol ou gotas nasais ou pela infusão gradual com o tempo. A administração pode ser, por exemplo, intravenosa, intraperitoneal, intramuscular, intracavidade, subcutânea ou transdérmica. As composições de vacina da invenção são administradas em quantidades eficazes. Uma "quantidade eficaz" é aquela quantidade de uma composição de vacina que sozinha ou junto com outras doses, produz a resposta desejada. No caso de tratar uma doença bacteriana particular a resposta desejada é o fornecimento de proteção quando inoculada por um

agente infeccioso.

Em uma forma de realização preferida da invenção a dita composição de vacina é adaptada para a administração como uma pulverização nasal.

Em uma forma de realização preferida da invenção a dita composição de vacina é fornecida em um inalador e liberada como um aerossol.

De acordo com um outro aspecto da invenção é fornecido um inalador compreendendo uma composição de vacina de acordo com a invenção.

Tais quantidades de vacina dependerão, naturalmente, dos parâmetros individuais do paciente incluindo idade, condição física, tamanho e peso, da duração do tratamento, da natureza da terapia concorrente (se alguma), da via específica de administração e fatores equivalentes dentro do conhecimento e perícia do médico de saúde. Estes fatores são bem conhecidos por aqueles de habilidade comum na técnica e podem ser tratados com não mais do que experimentação de rotina.

É no geral preferido que uma dose máxima dos componentes individuais ou combinações destes seja usada suficiente para provocar imunidade; isto é, a dose segura mais alta de acordo com o julgamento médico criterioso. Será entendido por aqueles de habilidade comum na técnica, entretanto, que um paciente pode insistir em uma dose mais baixa ou dose tolerável por razões médicas, razões psicológicas ou por virtualmente qualquer outra razão.

As composições de vacina usadas nos métodos precedentes preferivelmente são estéreis e contêm uma quantidade eficaz de estafilococos para produzir a resposta desejada em uma unidade de peso ou volume adequada para a administração a um paciente. As doses de vacina administradas a um paciente podem ser escolhidas de acordo com parâmetros diferentes, em particular de acordo com o modo de administração usado e o estado do paciente. Outros fatores incluem o período desejado de tratamento. No evento em que uma resposta em um paciente é insuficiente nas doses iniciais aplicadas, doses mais altas (ou doses eficazmente mais altas por uma via de liberação diferente, mais localizada) podem ser utilizadas até o grau em que a tolerância do paciente permita.

No geral, as doses de vacina são formuladas e administradas em doses entre 0,1 mg e 0,45 mg e preferivelmente entre 0,15 mg e 0,4 mg, de acordo com qualquer procedimento padrão na técnica. Outros protocolos para a administração das composições de vacina serão conhecidas por uma pessoa de habilidade comum na técnica, em que a quantidade de dose, programa de injeções, sítios de injeções, modo de administração e outras variam do precedente. A administração das composições de vacina aos mamíferos outros que não os seres humanos, (por exemplo para os propósitos de teste ou propósitos terapêuticos veterinários), é realizada substancialmente sob as mesmas condições como descritas acima. Um paciente, como aqui usado, é um mamífero, preferivelmente um ser humano e incluindo um primata não humano, vaca, cavalo, porco, ovelha, cabra, cão, gato ou roedor.

Quando administradas, as composições de vacina da invenção são aplicadas em quantidades terapeuticamente aceitáveis e em composições terapeuticamente aceitáveis. O termo "terapeuticamente aceitável" significa um material não tóxico que não interfere com a eficácia da atividade biológica dos ingredientes ativos. Tais preparações podem rotineiramente conter sais, agentes de tamponamento, conservantes, carreadores compatíveis e opcionalmente outros agentes anti-bacterianos. As composições de vacina podem conter agentes de tamponização adequados, incluindo: ácido acético em um sal; ácido cítrico em um sal; ácido bórico em um sal; e ácido fosfórico em um sal.

As composições de vacina também podem conter,

conservantes opcionalmente adequados, tais como: cloreto de benzalcônio; clorobutanol; parabenos e tiomerosal

As composições de vacina adequadas para a administração parenteral convenientemente compreendem uma preparação aquosa ou não aquosa estéril de vacina, que é preferivelmente isotônica com o sangue do receptor. Esta vacina pode ser formulada de acordo com métodos conhecidos usando agentes de dispersão ou umectação e agentes de suspensão adequados. A preparação injetável estéril também pode ser uma solução ou suspensão injetável estéril em um diluente ou solvente não tóxicos parenteralmente aceitáveis, por exemplo, como uma solução em 1,3-butano diol. Entre os veículos e solventes aceitáveis que podem ser utilizados são água, solução de Ringer e solução de cloreto de sódio isotônica. Além disso, óleos estéreis, fixos são convencionalmente utilizados como um solvente ou meio de suspensão. Para este propósito qualquer óleo fixo brando podem ser utilizados incluindo mono- ou di-glicerídeos sintéticos. Além disso, ácidos graxos tais como ácido oléico podem ser usados na preparação de injetáveis. A formulação de carreador adequada para as administrações subcutâneas, intravenosas, intramusculares, etc. pode ser encontrada em Remington's Pharmaceutical Sciences, Mack Publishing Co., Easton, PA.

Em uma forma de realização preferida da invenção é fornecida uma composição de vacina de acordo com a invenção que inclui pelo menos um agente antibacteriano adicional.

Em uma forma de realização preferida da invenção o dito agente é um segundo agente de vacina e/ou imunogênico diferente (por exemplo um polipeptídeo bacteriano e/ou antígeno de polissacarídeo).

De acordo com um outro aspecto da invenção é fornecida uma célula estafilocócica caracterizada em que a dita célula:

i) é um coco gram positivo;

ii) expressa pelo menos a enzima catalase;

iii) induz uma resposta imune que produz anticorpos que se ligam a pelo menos proteína de ligação de colágeno estafilocócico;

iv) é resistente ao antibiótico penicilina;

para o uso na fabricação de uma composição de vacina para a vacinação de um paciente animal com respeito a uma infecção bacteriana em que a dita infecção não é causada por uma célula bacteriana estafilocócica.

Em uma forma de realização preferida da invenção a dita infecção bacteriana é causada por pelo menos uma célula bacteriana selecionada do grupo que consiste de: Enterococcus faecalis; Mycobacterium tuberculosis; Streptococcus grupo B; Streptoccocus pneumoniae; Helicobacter pilori; Neisseria gonorrhoea; Streptococcus grupo A; Borrelia burgdorferi; Coccidiodes immitis; Histoplasma sapsulatum; Klebsiella edwardii; Neisseria meningitidis tipo B; Proteus mirabilis; Shigella flexneri; Escherichia coli; Haemophilus influenzae, Chalmydia trachomatis, Chlamydia pneumoniae, Chlamydia psittaci, Francisella tularensis, Pseudomonas aeruginos, Bacillus anthracis, Clostridium botulinum, Yersinia pestis, Burkholderia mallei ou B pseudomallei.

De acordo com um outro aspecto da invenção é fornecida uma célula estafilocócica caracterizada em que a dita célula:

i) é um coco gram positivo;

ii) expressa pelo menos a enzima catalase;

iii) induz uma resposta imune que produz anticorpos que ligam pelo menos uma proteína de ligação de colágeno estafilocócico;

iv) é resistente ao antibiótico penicilina;

para o uso na fabricação de uma composição de vacina para a vacinação de um paciente animal com respeito a uma infecção de levedura.

Em uma forma de realização preferida da invenção a dita infecção por levedura é causada por uma espécie de levedura patogênica, por exemplo Cândida albicans ou Saccharomyces cerevisiae.

Em uma forma de realização preferida da invenção a dita infecção por levedura é associada com um estado imuno suprimido; por exemplo um estado imuno suprimido como uma consequência de uma infecção pelo HIV ou como um resultado da administração de medicamentos imunossupressivos.

Em uma forma de realização preferida da invenção o dito paciente animal é um ser humano.

De acordo com um outro aspecto da invenção é fornecido um método para vacinar um animal contra uma infecção bacteriana compreendendo administrar uma quantidade eficaz da composição de vacina de acordo com a invenção.

Em um método preferido da invenção o dito animal é um ser humano.

Em um método preferido da invenção a dita infecção bacteriana é causada por um patógeno bacteriano selecionado do grupo que consiste de: Enterococcus faecalis; Mycobacterium tuberculosis; Streptococcus grupo B; Streptoccocus pneumoniae; Helicobacter pilori; Neisseria gonorrhoea; Streptococcus grupo A; Borrella burgdorferi; Coccidiodes immitis; Histoplasma sapsulatum; Klebsiella edwardii; Neisseria meningitidis tipo B; Proteus mirabilis; Shigella flexneri; Escherichia coli; Haemophilus influenzae, Chalmydia trachomatis, Chlamydia pneumoniae, Chlamydia psittaci, Francisella tularensis, Pseudomonas aeruginos, Bacillus anthracis, Clostridium botulinum, Yersinia pestis, Burkholderia mallei ou B pseudomallei.

Em um método preferido da invenção a dita infecção bacteriana é causada por uma célula bacteriana selecionada do grupo que consiste de: S. epidermídis, S. aureus, S. hominis, S. haemolyticus, S. wameri, S. capitis, S. saccharolyticus, S. auricularis, S. simulam, S. saprophyticus, S. xilosus, S. wameri, S. hyicus, S. caprae, S. gallinarum, S. intermedius, S. hominis.

Em um outro método preferido da invenção a dita espécie bacteriana é S. aureus ou S. epidermidis.

Em um outro método preferido da invenção a dita infecção bacteriana é causada por uma célula bacteriana resistente a antibiótico; preferivelmente uma célula bacteriana estafilocócica.

Em um método preferido da invenção a dita célula estafilocócica de resistência a antibiótico é uma espécie estafilocócica resistente à meticilina (M SA).

Em um método preferido alternativo da invenção a dita célula estafilocócica de resistência a antibiótico é uma célula estafilocócica resistente à vancomicina (VRSA).

Uma via preferida de administração é a intradérmica, subcutânea, intramuscular ou intranasal (por exemplo como um aerossol); entretanto o método de vacinação não é restrito a um modo particular de administração.

Em um método preferido da invenção a dita infecção bacteriana resulta em uma doença associada com uma infecção estafilocócica.

Um distúrbio associado com estafilocócico pode incluir, por exemplo, tuberculose; envenenamento alimentar associado com bactérias; infecções sanguíneas; peritonite; endocardite; osteomielite; septicemia; distúrbios de pele, meningite; pneumonia; úlceras estomacais; gonorréia; angina de estreptococos; choque tóxico associado com estreptocócico; fasciíte necrosante; impetigo; histoplasmose; doença de Lyme; gastroenterite; disenteria; shigellosis; e artrite.

Em um método alternativo preferido da invenção o dito animal é um animal de criação.

Em um método preferido da invenção o dito animal de criação é vacinado contra mastite bacteriana causada por coco gram positivo;

preferivelmente células bacterianas estafilocócica e/ou estreptocócica.

Em um método preferido da invenção a dita mastite bacteriana é causada pelo Staphilococcus aurem e/ou Streptococcus agalactiae.

Em um método preferido da invenção o dito animal de criação é um animal caprino (por exemplo ovelha, cabra).

Em um método preferido da invenção o dito animal de criação é um animal bovino (por exemplo uma vaca).

A mastite estafilocócica é uma condição séria que afeta o rebanho e pode resultar em despesas consideráveis com respeito ao controle da doença através da administração de antibióticos e em termos de produção de leite perdida. A vacina de acordo com a invenção fornece controle eficaz em custo de mastite bacteriana, em particular estafilocócico.

De acordo com um outro aspecto da invenção é fornecido um método para preparar uma linhagem de célula de hibridoma que produz anticorpo monoclonal que liga polipeptídeos bacterianos estafilocócicos que compreende as etapas de:

i) vacinar um mamífero imunocompetente com uma composição de vacina de acordo com a invenção;

ii) fundir linfócitos do mamífero imunocompetente vacinado com células de mieloma para formar células de hibridoma;

iii) triar anticorpos monoclonais produzidos pelas células de hibridoma da etapa (ii) quanto a atividade de ligação com respeito aos polipeptídeos bacterianos estafilocócicos;

iii) clonar as células de hibridoma e cultivar as células para proliferar e secretar o dito anticorpo monoclonal; e

iv) recuperar o anticorpo monoclonal do sobrenadante de cultura.

Preferivelmente, o dito mamífero imunocompetente é um camundongo. Alternativamente, o dito mamífero imunocompetente é um rato.

A produção de anticorpos monoclonais usando células de hibridoma é bem conhecida na técnica. Os métodos usados para produzir anticorpos monoclonais são divulgados por Kohler e Milstein em Nature 256, 495-497 (1975) e também pela Donillard e Hoffman, "Basic Facts about Hybridomas" em Compendium of Immunology V. II ed. por Schwartz, 1981, que são incorporados por referência.

De acordo com um aspecto da invenção é fornecido uma linhagem de célula de hibridoma formada pelo método de acordo com a invenção.

De acordo ainda com um outro aspecto da invenção é fornecido um anticorpo monoclonal produzido pelo linhagem de célula de hibridoma de acordo com a invenção.

Em uma forma de realização preferida da invenção o dito anticorpo monoclonal é um anticorpo opsônico.

A fagocitose é mediada pelos macrófagos e leucócitos polimórficos e envolve a ingestão e digestão de microorganismos, células danificadas ou mortas, fragmentos celulares, partículas insolúveis e fatores de coagulação ativados. Opsoninas são agentes que facilitam a fagocitose dos corpos estranhos acima. Os anticorpos opsônicos são portanto anticorpos que fornecem a mesma função. Os exemplos de opsoninas são a porção Fc de um anticorpo ou complemento C3.

Em uma outra forma de realização preferida da invenção o dito anticorpo monoclonal ou preferivelmente anticorpo opsônico é quimérico ou humanizado pelas técnicas recombinantes para combinar as regiões determinadoras de complementaridade do dito anticorpo tanto com as regiões constantes (C) quanto as regiões de matriz das regiões variáveis (V) de um anticorpo humano.

Os anticorpos quiméricos são anticorpos recombinantes em que todas as regiões V de um anticorpo de camundongo ou rato são

combinados com regiões C de anticorpo humano. Os anticorpos humanizados são anticorpos híbridos recombinantes que fundem as regiões determinadoras de complementaridade de uma região V de anticorpo de roedor com as regiões de matriz das regiões V de anticorpo humano. As regiões C do anticorpo humano também são usados. As regiões determinadoras de complementaridade (CDRs) são as regiões dentro do domínio de terminal N tanto da cadeia pesada quanto da leve do anticorpo onde a maioria da variação da região V é restrita. Estas regiões formam alças na superfície da molécula de anticorpo. Estas alças fornecem a superfície de ligação entre o anticorpo e o antígeno. Os anticorpos de animais não humanos provocam uma resposta imune ao anticorpo estranho e a sua remoção da circulação. Os anticorpos tanto quiméricos quanto humanizados têm antigenicidade reduzida quando injetados em um paciente humano porque existe uma quantidade reduzida de anticorpo de roedor (isto é estranho) dentro do anticorpo híbrido recombinante, enquanto que as regiões de anticorpo humano não evocam uma resposta imune. Estes resultados em uma resposta imune mais fraca e uma diminuição na depuração do anticorpo.

Em uma outra forma de realização preferida da invenção é fornecido um fragmento de ligação ativa do dito anticorpo monoclonal.

Vários fragmentos de anticorpos são conhecidos na técnica, isto é, Fab, Fab2, F(ab')2, Fv, Fc, Fd, scFvs, etc. Um fragmento Fab é uma proteína multimérica que consiste das porções imunologicamente ativas de uma região variável de cadeia pesada de imunoglobulina e uma região variável da cadeia leve da imunoglobulina, covalentemente ligados juntos e capaz de ligar especificamente a um antígeno. Os fragmentos de Fab são gerados por intermédio da clivagem proteolítica (com, por exemplo, papaína) de uma molécula de imunoglobulina intacta. Um fragmento Fab2 compreende dois fragmentos Fab unidos. Quando estes dois fragmentos são unidos pela região de dobradiça da imunoglobulina, um fragmento de F(ab')2 resulta. Um fragmento Fv é proteína multimérica que consiste das porções imunologicamente ativas de uma região variável da cadeia pesada de imunoglobulina e uma região variável da cadeia leve da imunoglobulina covalentemente ligadas juntos e capazes de ligar especificamente a um antígeno. Um fragmento também poderia ser um polipeptídeo de cadeia única contendo apenas uma região variável de cadeia leve ou um fragmento destes que contém as três CDRs da região variável da cadeia pesada, sem uma região variável de cadeia pesada associada ou um fragmento destes contendo as três CDRs da região variável da cadeia pesada, sem uma porção de cadeia leve associada; e anticorpos multi específicos formados de fragmentos de anticorpo, isto por exemplo foi descrito na patente US Ns 6.248.516. Os fragmentos Fv ou fragmentos de região (domínio) única são tipicamente gerados pela expressão em linhagens da célula hospedeira das regiões identificadas relevantes. Estes e outros fragmentos de imunoglobulina ou anticorpo estão dentro do escopo da invenção e são descritos em livros textos da imunologia padrão tais como Paul, Fundamental Immunology ou Janeway et al. Immunobiology (citado acima). A biologia molecular agora permite a síntese direta (por intermédio da expressão em células ou quimicamente) destes fragmentos, assim como a síntese de combinações destes. Um fragmento de um anticorpo também pode ter função biespecífica como descrito acima.

Em uma forma de realização preferida da invenção é fornecido soros humanos obtidos pela vacinação de um paciente humano com uma composição de vacina de acordo com a invenção.

Em uma forma de realização preferida da invenção é fornecido um anticorpo humano obtido pela vacinação de um paciente humano com uma composição de vacina de acordo com a invenção.

Em uma forma de realização preferida da invenção o dito anticorpo humano é um isótipo selecionado do grupo que consiste de: IgA, IgM, IgD, IgE e IgG.

De acordo com um outro aspecto da invenção é fornecido o uso de soros humanos obtidos pela vacinação com uma composição de vacina de acordo com a invenção na fabricação de um medicamento para o tratamento de uma infecção bacteriana.

Em uma forma de realização preferida da invenção a dita infecção bacteriana é uma infecção estafilocócica.

De acordo com um outro aspecto da invenção é fornecido o uso de um anticorpo humano obtido pela vacinação com uma composição de vacina de acordo com a invenção na fabricação de um medicamento para o tratamento de uma infecção bacteriana.

Em uma forma de realização preferida da invenção a dita infecção bacteriana é uma infecção estafilocócica.

De acordo com um outro aspecto da invenção é fornecido um método para preparar uma vacina para um patógeno bacteriano compreendendo as etapas de:

i) formar uma preparação de cultura de célula compreendendo pelo menos um patógeno bacteriano e caldo nutriente compreendendo produtos derivados de planta;

ii) cultivar a dita preparação de cultura de célula; e

iii) contatar a dita preparação de cultura de célula com um agente que inativa o dito patógeno bacteriano.

Em um método preferido da invenção o dito patógeno bacteriano é selecionado do grupo que consiste de: Staphilococcus aureus; Staphilococcus epidermidis; Enterococcus faecalis; Mycobacterium tuberculosis; Streptococcus grupo B; Streptoccocus pneumoniae; Helicobacter pilori; Neisseria gonorrhoea; Streptococcus grupo A; Borrelia burgdorferi; Coccidiodes immitis; Histoplasma sapsulatum; Klebsiella edwardii; Neisseria meningitidis tipo B; Proteus mirabilis; Shigella flexneri;

Escherichia coli; Haemophilus influenzae, Chalmydia trachomatis,

Chlamydia pneumoniae, Chlamydia psittaci, Francisella tularensis,

Pseudomonas aeruginos, Bacillus anthracis, Clostridium botulinum, Yersinia pestis, Burkholderia mallei ou B pseudomallei.

Em um método preferido da invenção o dito patógeno bacteriano é selecionado do grupo que consiste de: S. epidermidis, S. aureus,

S. hominis, S. haemolyticus, S. wameri, S. capitis, S. saccharolyticus, S. auricularis, S. simulans, S. saprophyticus, S. cohnii, S. xilosus, S. cohnii, S. wameri, S. hyicus, S. caprae, S. gallinarum, S. intermedius, S. hominis.

Em um método preferido da invenção o dito patógeno bacteriano é S. aureus ou S. epidermidis.

Em um método alternativo preferido da invenção o dito patógeno bacteriano é selecionado do grupo que consiste de: Streptococcus pneumoniae, Pseudomonas aeruginosa ou Eschericia coli.

Em um outro método preferido da invenção o dito produto derivado de planta é peptona vegetal. Preferivelmente a dita peptona vegetal inclui farinha de ervilha e/ou triptona soja.

Em um outro método preferido da invenção o dito patógeno bacteriano é inativado com clorofórmio.

Ainda em um outro método preferido da invenção o dito patógeno bacteriano é isolado da dita preparação de cultura de célula e secada por congelamento.

De acordo com um outro aspecto da invenção é fornecido um processo para a produção de uma vacina compreendendo as etapas de:

i) formar uma preparação compreendendo uma célula bacteriana estafilocócica;

ii) contatar a preparação com um agente que inativa a célula bacteriana estafilocócica;

iii) isolar a célula bacteriana estafilocócica inativada;

iv) cisalhar a dita preparação para desagregar as bactérias inativadas; e opcionalmente

v) secar por congelamento a dita célula bacteriana estafilocócica inativada.

Em um método preferido da invenção a dita célula estafilocócica é selecionada do grupo que consiste de: S. epidermidis, S. aureus, S. hominis, S. haemolyticus, S. wameri, S. capitis,S. saccharolyticus, S. auricularis, S. simulans, S. saprophyticus, S. xilosus, S. wameri, S. hyicus, S. caprae, S. gallinarum, S. intermedius, S. hominis.

Em um método preferido da invenção a dita célula bacteriana estafilocócica é S. aureus ou S. epidermidis.

Em um outro método preferido da invenção o dito agente é clorofórmio.

Em um método preferido da invenção a força de cisalhamento é fornecida por um homogeneizador dounce.

De acordo com um outro aspecto da invenção é fornecida uma célula de Staphilococcus aureus como depositada sob o número de acesso 13408.

De acordo ainda com um outro aspecto da invenção é fornecida uma cultura de célula bacteriana que compreende uma célula de Staphilococcus aureus como depositada sob o número de acesso 13408.

Por toda a descrição e reivindicação deste relatório descritivo, as palavras "compreendem" e "contêm" e variações das palavras, por exemplo "compreendendo" e "compreende", significam "incluindo mas não limitados a" e não é intencionado a (e não o faz) excluir outras porções, aditivos, componentes, números inteiros ou etapas.

Por toda a descrição e reivindicações deste relatório descritivo, o singular abrange o plural a menos que o contexto de outro modo requeira. Em particular, onde o artigo indefinido é usado, o relatório descritivo deve ser entendido como considerando a pluralidade assim como a singularidade, a menos que o contexto de outro modo requeira.

Traços, números inteiros, características, compostos, porções químicas ou grupos descritos em conjunção com um aspecto particular, forma de realização ou exemplo da invenção devem ser entendidos como sendo aplicáveis a qualquer outro aspecto, forma de realização ou exemplo aqui descritos a menos incompatíveis com isso.

Uma forma de realização da invenção será agora descrita apenas por exemplo e com referência às seguintes figuras:

A Figura 1 ilustra a resposta imune de paciente com placebo no westem blotting. Dia 1 - antes da vacinação; dia 15 - depois de uma vacinação; dia 29 - depois de duas vacinações, dia 43 depois de três vacinações e dia 57 - depois de quatro vacinações;

A Figura 2 ilustra a resposta imune de paciente administrado com 0,15 mg de dose no western blotting. Dia 1 - antes da vacinação; dia 15 -depois de uma vacinação; dia 29 - depois de duas vacinações; dia 43 - depois de três vacinações; e dia 57 - depois de quatro vacinações;

A Figura 3 ilustra a resposta imune de paciente administrado com 0,36 mg de vacina no western blotting Dia 1 - antes da vacinação; dia 15 - depois de uma vacinação; dia 29 - depois de duas vacinações; dia 43 -depois de três vacinações; e dia 57 - depois de quatro vacinação

A Figura 4 ilustra a resposta imune de pacientes administrados com 0,45 mg de vacina no western blotting. Dia 1 - antes da vacinação; dia 15 - depois de uma vacinação; dia 29 - depois de duas vacinações; dia 43 -depois de três vacinações; e dia 57 - depois de quatro vacinações;

A Figura 5 ilustra a mudança média a partir da linha de base no western blotting de soros antes e depois da vacinação para pacientes vacinados e de placebo. Dia 1 - antes da vacinação; dia 15 - depois de uma vacinação; dia 29 - depois de duas vacinações; dia 43 depois de três

vacinações; e dia 57 - depois de quatro vacinações;

A Figura 6 ilustra a mudança média da referência contra a proteína de ligação de colágeno de soros antes e depois da vacinação para pacientes vacinados e de placebo;

A Figura 7 ilustra a reatividade cruzada de anti- soros produzidos pela vacinação de coelhos contra várias bactérias não relacionadas; M: Marcador de peso molecular; faixa 1 E. coli; faixa 2 Klebsiella edwardii; faixa 3 Proteus mirabilis; faixa 4 S. aureus P/DFO 75; faixa 5 Cândida albicans; soros pré-imune e hiper-imune depois de 4 inoculações da vacina contra S. aureus P/DFO 75 em um coelho foram usados;

A Figura 8 ilustra a produção de anticorpos opsônicos depois da vacinação; os Pacientes 2, 6, 9 e 21 são placebo Dia 1 a amostra é antes da vacinação e Dia 57 é depois de 4 vacinações. Os Pacientes 19, 23, 24, 29, 30 são pacientes administrados com 0,45 mg de vacina. O paciente 3 foi administrado com 0, 15 mg de vacina;

A Tabela 1 resume os efeitos locais de vacina administrada aos pacientes;

A Tabela 2 resume os efeitos sistémicos de vacina administrada aos pacientes;

A Tabela 3 resume a reatividade imune de soros de pacientes vacinados e placebo no western blotting;

A Tabela 4 ilustra a presença de anticorpos para a proteína de ligação de colágeno em pacientes vacinados e placebo

A Tabela 5 ilustra a longevidade da resposta imune em pacientes vacinados.

Materiais e Métodos

Cultura de célula e Preparação da Vacina

As bactérias são cultivadas em caldo de triptona soja e

misturadas com 10 % de glicerol, aliquotadas e armazenadas como Banco de Semente Principal e Banco de Semente de Trabalho a -70° C na forma líquida e a +4° C a seguir da secagem por congelamento. As bactérias foram preparadas plaqueando-se as bactérias de um frasco do Banco de Semente de Trabalho e cultivando em placas de ágar triptona soja por 16 horas a 37° C. O crescimento bacteriano é depois colhido em um volume pequeno de caldo de triptona soja que por sua vez é usado para inocular volumes maiores de caldo de triptona soja. A cultura líquida é incubada com agitação por 16 horas a 37° C. As bactérias são depois concentradas pela centrifugação. A concentração é ajustada com caldo de triptona soja e as culturas agitadas com clorofórmio em uma razão 5:3 de cultura para clorofórmio e deixado repousar por 15 a 20 minutos a 20° C para permitir a separação de fase. A suspensão bacteriana é coletada no topo, centrifugada de 3 a 4000 rpm por 15 minutos e a pelota recolocada em suspensão em água destilada estéril ou solução salina tamponada com fosfato. Isto é centrifugado mais uma vez e a pelota recolocada em suspensão como acima.

Alternativamente, uma cepa estafilocócica foi isolada em ágar peptona vegetal e subcultivada três vezes em ágar peptona vegetal. Uma cultura líquido de bactérias foi cultivada por 16 horas a 37° C em caldo de peptona vegetal e agitados com clorofórmio e deixados repousar por 15 a 20 minutos a 20° C para permitir a separação de fase. A suspensão bacteriana é coletada no topo, centrifugada e a pelota recolocada em suspensão em água ou solução salina tamponada com fosfato, centrifugado e recolocado em suspensão como acima.

Opcionalmente as preparações estafilocócica inativadas com clorofórmio e lavadas e recolocadas em suspensão no meio relevante são imediatamente congeladas e secadas por congelamento para armazenagem.

Exemplos

A vacina e o placebo de solução salina tamponada com fosfato (PBS) foram preparados sob a Boa Prática de Fabricação (GMP) pelo Norwegian Institute of Public Health em Oslo, Noruega e o teste clínico de Fase I controlado por placebo duplo cego foi realizado pela Simbec Research Limited, Merthyr Tydfila, UK. O teste de soros de voluntários foi realizado sob GLP e internamente na VRI laboratories e pelo Professor Jan-Ingmar Flock, Karolinska Institute, Stockholm, Suécia.

Quarenta e oito voluntários do sexo masculino entre as idades de 18 e 55 foram divididos em 3 grupos que recebem doses subcutâneas de vacina SA75 contendo 0,15 mg, 0,36 mg ou 0,45 mg de proteína. Em cada grupo 12 voluntários receberam vacina e 4 receberam uma solução salina tamponada com fosfato que corresponde ao placebo (PBS). Um total de quatro inoculações foram administradas em intervalos de 2 semanas. Os voluntários permaneceram na unidade de teste clínico por 8 horas após a dosagem e foram monitorados quanto às reações locais (eritema, induração, inchaço, hemorragia, quentura, queimadura, prurido e dor) e reações sistémicas (mal-estar, fadiga, sintomas iguais aos da gripe, sensações de calor/frio, vómito e dores de cabeça) no dia da dosagem e nos Dias 2, 3 e 8 após a dosagem. A pressão sanguínea, ECG, temperatura, urinálise, testes hematológicos e bioquímicos também foram realizados. As amostras de sangue para o propósito de avaliar a resposta imune foram tiradas antes da primeira vacinação e duas semanas depois de cada uma das quatro vacinações subsequentes.

Os soros de voluntários antes e depois da vacinação foram testados contra organismo homólogo inativado por clorofórmio inteiro pelo ELISA e western blotting para avaliar a resposta imune para o organismo inteiro. Os soros foram também testados pelo ELISA quanto a presença de anticorpos para a proteína de ligação de colágeno, proteína de ligação de fibrinogênio, proteína de ligação de flbronectina e proteína de aderência extracelular (Professor Jan-Ingmar Flock).

Como esperado com uma vacina de célula inteira, reações locais transitórias foram observadas no sítios de injeção nos pacientes vacinados. Houve uma resposta relacionada com a dose evidente e em doses de 0,15 mg e 0,36 mg demonstraram níveis brandos a moderados aceitáveis de reação local. Uma dose de 0,45 mg foi considerada a dose máxima tolerada com base na reação local mais pronunciada. Um paciente no grupo de dose de 0,45 mg teve uma reação local grave que levou à sua retirada do estudo (Tabela 1).

Não houve nenhum efeito adverso sistémico significante atribuível à vacina nas doses de 0,15 mg e 0,36 mg de proteína. Na dose mais alta de 0,45 mg houve uma incidência aumentada de pirexia com um aumento brando na temperatura relatado em 4 pacientes. Três pacientes que receberam a dose de 0,45 mg experimentaram mal-estar geral com dois classificados como brando e um como grave. Nenhuma pirexia ou mal-estar foram observados nos grupos de placebo, 0,15 e 0,36 mg. Dor de branda a moderada nas extremidades foi relatada no grupo de dose de 0,45 mg em várias ocasiões durante o curso do estudo. Dor grave foi apenas relatada em uma única ocasião. Dor de cabeça que foi sempre de branda a moderada foi relatada em todos os grupos incluindo o grupo de placebo e aumentada com o aumento no nível de dose (Tabela 2).

Todos os eventos adversos foram relatados em um período de umas poucas horas a vários dias a seguir da vacinação e foram todos de duração transitória durando qualquer coisa de umas poucas horas a uns poucos dias.

No western blotting 75 % dos pacientes vacinados demonstraram reatividade forte comparada com nenhuma dos pacientes de placebo (p < 0,0001) onde reatividade forte foi considerada como cinco ou mais incidentes de aumento na reatividade do polipeptídeo em termos de intensidade ou número nos soros da pós comparados com os da pré-

vacinação. A reatividade fraca foi considerada como menos do que quatro aumentos na reatividade do polipeptídeo em termos de intensidade ou número nos soros da pós comparado com os da pré- vacinação; Tabela 3 e Figuras 1 , 2, 3, 4.

A resposta foi relacionada com a dose e houve uma relação evidente entre a reatividade imune dos soros e o número de vacinações; Figura 5.

Os níveis de anticorpo contra a proteína de ligação de colágeno foram significantemente aumentados em voluntários vacinados (p0,005) com o número de respondedores aumentando com o número de vacinações; Tabela 4 e Figura 6. Não houve nenhum aumento significante nos anticorpos para as outras proteínas de ligação testadas.

A vacina de S. aureus inativada com clorofórmio designada SA75 foi mostrada ser segura quando testada em testes toxicológicos convencionais em coelhos e produziram uma resposta imune demonstrada usando ELISA e western blotting em coelhos. Este e outros dados adicionais depois permitiram o uso da vacina em um teste controlado por placebo duplo cego em voluntários humanos. A vacina SA75 foi mostrada ser segura e produziu uma resposta imune em voluntários do sexo masculino.

Não houve nenhuma mudança clinicamente significante nos sinais vitais, parâmetros de ECG ou testes de segurança de laboratório observados durante o teste clínico. No geral não houve nenhuma diferença na resposta sistémica em relação ao número de vacinações ou dose dadas.

Houve uma relação clara de reatividade local para o nível de dose da vacina relatada, sem nenhuma diferença discernível nas reações locais entre as vacinações diferentes em qualquer nível de dose. Houve também uma relação entre a dose de vacinação e a frequência e grau de reação eritematosa mas isto não foi relatado para o número de vacinações dadas. As doses de 0,15 mg e 0,36 mg foram consideradas aceitáveis nas áreas de segurança.

A resposta imune medida pelo ELISA e western blotting demonstrou uma clara diferença entre a frequência da resposta imune em pacientes vacinados comparados com aqueles que receberam placebo.

Reatividade cruzada

A Figura 7 ilustra uma imunomancha e representa a atividade de um coelho antes da vacinação com a vacina Estafilocócica (Coelho rotulado 19 PI) e as 4 vacinações seguinte (Coelho rotulado 19 depois de 4 vacinações).

Anticorpos Opsônicos

A Figura 8 demonstra a resposta de anticorpo opsônico em seis pacientes que receberam vacinação e quatro pacientes que receberam vacinação de placebo. Houve aumento no nível de anticorpo opsônico nos pacientes vacinados mas em apenas um a nenhum grau significante a saber paciente 2 (placebo). E de modo natural perfeitamente possível que este paciente tivesse uma infecção Estafilocócica intercorrente que explicaria este resultado.

Como previsto houve uma resposta imune altamente significante contra a cepa Estafilocócica homóloga usada para preparar a vacina na penúltima coluna da direita. Houve novas faixas imunorreativas no soro vacinado contra E. coli, Klebsiella e Proteus que são os patógenos responsáveis por uma ampla variedade de infecções humanas incluindo infecções em ferimentos e assim existe uma perspectiva razoável de que a vacina fornecerá proteção não apenas contra a infecção de estafilocócica em ferimento mas outras infecções causadas por estes três e provavelmente outros se não todos os microorganismos patogênicos. Também é de interesse que o soro vacinado tenha desenvolvido anticorpos contra Cândida albicans - uma causa frequente de infecções por levedura particularmente em pacientes do sexo feminino - o que é de enorme interesse porquanto Cândida albicans é um organismo eucariótico enquanto os Estafilococos e os outros organismos testados são organismos procarióticos. A última observação adiciona peso à praticabilidade de uma vacina Universal com base no nosso método preparativo.

Longevidade

A Tabela 5 ilustra que a resposta imune como julgada pelo imunomanchamento que nós consideramos ser o indicador mais útil de resposta imune se mantém independente da dose de vacina por três a seis meses a seguir da vacinação. A tabela não ilustra um aspecto importante que houve um declínio insignificante na resposta imune em 3 e 6 meses e claramente nenhum paciente retornou para a situação pré vacinação durante este tempo. O protocolo do teste lamentavelmente não permitiu a estimativa dos níveis de anticorpo além dos seis meses o que foi talvez um erro na formulação de nosso estudo.

Os pacientes que receberam vacinação com placebo e que naturalmente tiveram um nível de linha de base de reatividade de anticorpo contra antígenos Estafilocócicos que obtém em cada paciente permaneceram inalterados em três a seis meses indicando uma falta interessante de variabilidade em pacientes humanos no geral e adiciona peso ao aumento inequívoco na reatividade imune em pacientes vacinados.